Resultados & Conclusões
O projeto RedeSusTERRA permitiu:
- melhorar a compreensão da saúde e qualidade do solo em hortícolas e frutícolas (QBS-ar, Bioindicadores microbiológicos e Genética do microbioma), evidenciando as diferenças entre estes dois sistemas e reforçando a necessidade de desenvolver indicadores mais específicos para cada um destes sistemas agrícolas;
- demonstrar a importância decisiva da cobertura vegetal do solo (e.g. cultura de cobertura em hortícolas, enrelvamento e linha em frutícolas) na saúde e qualidade do solo destes sistemas agrícolas, bem como o seu contributo para melhorar os índices de humidade retida no solo, redução do stress hídrico e melhor nutrição das plantas da cultura;
- necessidade de continuar a desenvolver soluções/misturas biodiversas para cada uma das problemáticas, distintas, destes sistemas agrícolas;
- demonstrar e a importância da vegetação arbustiva e arbórea no suporte dos ciclos de vida (e.g. alimento e refúgio) da biodiversidade funcional, para obtermos respostas mais rápida e adequadas aos constrangimentos à produção (e.g. ataques de pragas), como forma de optimizar o processo produtivo;
- melhorar a compreensão do contributo real da biodiversidade funcional, sobretudo de artrópodes predadores, parasitóides e polinizadores, no controlo de pragas e/ou vectores de doenças e polinização;
- compreender melhor o contributo da restante biodiversidade funcional (e.g. répteis, aves e mamíferos), que mesmo sendo controladores de pragas e/ou vectores de doenças, não demonstram por vezes o seu contributo de forma directa, mas que são indicadores determinantes de um ecossistema agrícola mais resiliente e compatível com uma agricultura sustentável e também mais resiliente;
- melhorar a compreensão das várias dinâmicas da biodiversidade funcional, dos seus indicadores e implementação de infra-estruturas agro-ecológicas (ecológicas), para serem melhor incorporadas e adequadas na gestão agrícola (adopção/integração de práticas de agro-ecologia);
- melhorar a compreensão do impacto destas acções e/ou ferramentas na sustentabilidade agrícola, isto é, nos seus pilares sociais, económicos e ambientais, nem como na gestão de territórios desfavorecidos e susceptíveis a incêndios rurais.
Estas conclusões deixam a expectativa para oportunidades futuras em desenvolverem-se, ou dar-se continuidade a algumas destas temáticas, sobretudo ao nível dos indicadores da saúde e qualidade do solo e indicadores da biodiversidade funcional, sobretudo pela relevante influência das infra-estruturas agro-ecológicas (e.g. coberto vegetal e abrigos) demonstrada para cada um destes sistemas agrícolas, hortícolas e frutícolas.










